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Cibersegurança: Golpistas no Brasil Migram para IA na 'Clonagem' de Vítimas, Aponta Pesquisa

Um novo levantamento revela que golpistas no Brasil estão superando o roubo de senhas e agora utilizam inteligência artificial para 'clonar' vozes e aparências de pessoas. A estratégia visa enganar vítimas e obter dinheiro, representando um avanço perigoso nas táticas de fraude digital.

Redação USO IA Edição de Emerson Zanoti 📖 4 min 👁 2
Imagem gerada por IA · Golpes IA Brasil · Assunto apurado por: G1 Tecnologia
Imagem gerada por IA · Golpes IA Brasil · Assunto apurado por: G1 Tecnologia

Um levantamento inédito da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, em parceria com a Certta, revela uma mudança alarmante nas táticas de golpistas no Brasil. O tradicional roubo de senhas, um dos golpes mais comuns na internet, agora divide espaço com uma nova e sofisticada estratégia: a "clonagem" de pessoas. Utilizando inteligência artificial (IA), criminosos reproduzem vozes e aparências de vítimas para enganá-las e obter dinheiro, conforme apurado pelo G1 Tecnologia.

O Crescimento da "Clonagem" com IA

O estudo, que analisou menções sobre segurança digital nas redes sociais entre janeiro e julho de 2026, identificou um cenário preocupante. A Nexus registrou um total de 39,7 mil menções relacionadas a problemas de segurança digital enfrentados pelos consumidores. Desse montante, 2,8 mil menções, equivalente a 7,3%, abordavam especificamente a manipulação de dados pessoais. Além disso, foram identificadas 9,1 mil menções relacionadas a PIX e transações financeiras, com usuários expressando preocupações significativas sobre fraudes. O Olhar Digital reforça essa tendência, destacando que os golpes com IA usam a voz e o rosto das vítimas "como uma máscara".

A Mecânica dos Golpes com Inteligência Artificial

A "clonagem" por IA representa um avanço perigoso para os criminosos. O levantamento da Nexus, divulgado pelo G1 Tecnologia, detalha que ferramentas de inteligência artificial são empregadas para reproduzir a voz ou a aparência de indivíduos reais. Esse material é gerado a partir de fotos, vídeos e outros conteúdos disponíveis publicamente na internet. Com essas informações, os golpistas conseguem criar identidades falsas ou se passar por pessoas conhecidas da vítima, tornando a abordagem muito mais convincente e difícil de ser identificada como fraude.

Essa técnica é amplamente conhecida como deepfake, que, segundo o G1 Tecnologia, "é uma técnica que usa inteligência artificial para criar ou alterar imagens, vídeos e áudios de forma realista. Ela pode, por exemplo, colocar o rosto de uma pessoa no corpo de outra ou simular alguém dizendo algo que nunca disse." A falta de familiaridade da sociedade com essa tecnologia avançada é um ponto vulnerável, como aponta Tokarski:

"Identificar essa lacuna entre o avanço da tecnologia e a familiaridade da sociedade com o assunto é o primeiro passo para proteger o ambiente digital."

Outras Fraudes em Evidência no Cenário Digital

Embora a "clonagem" por IA seja uma ameaça crescente, outros tipos de golpes tradicionais e modernos continuam a afetar os brasileiros. O estudo da Nexus e Certta identificou o golpe de "SIM swap", em que criminosos se passam pela vítima para solicitar à operadora um novo chip. Ao conseguir a troca, o chip original é desativado, e o número passa a receber chamadas e mensagens no aparelho controlado pelos golpistas. Isso permite interceptar códigos de SMS e tentar redefinir senhas de contas e aplicativos cruciais, como Instagram e WhatsApp.

Outra modalidade mapeada envolve perfis falsos para a venda de ingressos. Nesses casos, criminosos utilizam dados de outras pessoas para criar perfis aparentemente legítimos e anunciar ingressos fraudulentos para shows e eventos. As ofertas são frequentemente direcionadas a usuários que publicam nas redes sociais que estão em busca de ingressos, aumentando a probabilidade de sucesso do golpe.

O Canaltech também reportou um tipo específico de fraude que exemplifica a sofisticação atual: ligações falsas que usam voz de IA para destravar iPhones roubados no Brasil. Nesses ataques, os criminosos se passam por uma equipe de suporte da Apple, utilizando uma voz gerada por inteligência artificial para enganar as vítimas e obter as informações necessárias para acessar e desbloquear os aparelhos.

O Alerta para a Segurança Digital

A evolução dos métodos de fraude, com o crescente uso de inteligência artificial, exige uma atenção redobrada dos usuários e das empresas de segurança. A conscientização sobre o que é o deepfake e como os golpistas operam é fundamental para proteger-se. É crucial verificar a autenticidade de contatos e informações, especialmente quando envolvem transações financeiras ou dados pessoais sensíveis, e estar ciente das novas ameaças que surgem com o avanço tecnológico.

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