Games Fim mídia física PlayStation

Sony encerra produção de jogos físicos para PlayStation: Discos ópticos não farão falta

🕐 1h atrás 👁 1 📖 4 min Equipe USO IA
Sony encerra produção de jogos físicos para PlayStation: Discos ópticos não farão falta

Sony encerra produção de jogos físicos para PlayStation: Discos ópticos não farão falta

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Sony encerra produção de jogos físicos para PlayStation: Discos ópticos não farão falta

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A Sony anunciou o fim da produção de jogos físicos para PlayStation, mas um jornalista argumenta que, embora apoie a mídia física em geral, os discos ópticos nunca foram o formato ideal para games devido a problemas de velocidade, ruído e confiabilidade, defendendo que os cartuchos são o meio superior.

A notícia da Sony de que cessará a produção de jogos físicos para PlayStation nesta semana gerou uma discussão intensa no setor. Embora a decisão possa parecer um adeus à mídia física, há uma perspectiva que argumenta que, para os jogos, os discos ópticos nunca foram o formato ideal. O jornalista destaca que, apesar de ser um defensor da mídia física em geral, não sentirá falta dos discos em particular.

O Valor da Mídia Física Além dos Jogos

O apoio à mídia física, de forma geral, é robusto e multifacetado. O autor da matéria expressa um forte apego a formatos físicos para outras mídias, como filmes em Blu-ray, livros impressos, CDs e LPs de vinil, além de adquirir jogos físicos do Switch para seus filhos. Esta preferência é fundamentada em várias dimensões:

  • Preservação da arte: A questão existencial de manter obras de arte acessíveis a longo prazo.
  • Propriedade pessoal: Aspectos legais, práticos e financeiros da posse dos itens pelos quais se paga.
  • Dimensões sociais e culturais: A capacidade de compartilhar, emprestar, trocar, presentear e simplesmente valorizar a arte física.

No entanto, essa defesa veemente não se estende aos discos de jogos.

A Maldição dos Discos no Mundo dos Games Desde os Anos 90

Apesar dos benefícios da mídia física, a verdade é que os discos ópticos, introduzidos pela Sony nos videogames na década de 1990, nunca se adequaram bem à arte dos jogos. Para música ou filmes, os discos são uma tecnologia decente. Eles podem armazenar uma grande quantidade de informação e sofrem pouca degradação ao longo do tempo, o que os torna excelentes para a preservação de mídias de alta fidelidade. Os tempos de acesso são toleráveis para algo que se reproduz do início ao fim, ou com poucas puladas, como um filme ou um álbum.

Para os jogos, contudo, os formatos impulsionados pela Sony — inicialmente CDs, depois DVDs e, em seguida, Blu-rays — sempre apresentaram deficiências. Embora fossem baratos de produzir e fáceis de distribuir, e sua alta capacidade permitisse jogos maiores com áudio sofisticado e cenas de corte, eles eram problemáticos quando o jogo precisava ler dados constantemente do disco. Eram lentos, barulhentos e pouco confiáveis. Discos são suscetíveis a arranhões ou sujeira, um incômodo que causa pulos em músicas ou filmes, mas um desastre para jogos, que podiam se tornar completamente injogáveis.

Experiências pessoais com esses problemas não eram raras. O autor menciona a necessidade de virar seu PlayStation original de cabeça para baixo para que ele funcionasse. Nas eras do PS2 e PS3, os tempos de acesso eram uma questão significativa. Eventualmente, os desenvolvedores contornaram esses problemas instalando o conteúdo do disco no disco rígido do console. Esse processo, muitas vezes tão demorado quanto baixar o jogo, consumia espaço de armazenamento e tornava o disco um item vestigial e inútil, selando seu próprio destino.

Cartuchos: O Formato Ideal para a Interatividade dos Jogos

Existe também um aspecto conceitual crucial. Discos ópticos foram criados pela indústria de alta fidelidade como substitutos do vinil, seguindo princípios semelhantes. Por isso, funcionam melhor como meio para obras temporais com início, meio e fim, que se desenrolam diante do espectador. Insere-se o disco, aperta-se "play", senta-se e recebe-se a arte.

Mas jogos não são assim. São obras instantâneas, interativas e de final aberto, que podem ocupar um único segundo ou cem horas. Eles são um meio de leitura e escrita, uma troca entre o jogador e o artista. É por isso que, conceitualmente, pertencem a chips, escritos em silício. Os cartuchos sempre foram, e continuarão sendo, o melhor meio para jogos.

A decisão estratégica da Nintendo de romper sua parceria com a Sony no "Nintendo PlayStation" baseado em disco e retornar aos cartuchos para o Nintendo 64 foi, embora um erro histórico que deu origem a um poderoso concorrente, também uma boa escolha. Jogos da Nintendo em disco nunca pareceram "certos", mesmo nos pequenos e peculiares discos do GameCube. Agora, com a empresa de volta ao silício, parece estar "muito mais em paz consigo mesma".

O Futuro é Físico, mas Sem Discos

Em suma, a defesa da mídia física para jogos é perene. No entanto, essa defesa não se estende aos discos arranhados, frágeis, lentos e barulhentos. A partida dos discos não será motivo de lamentação para muitos, inclusive para este jornalista.

Fonte: Polygon (https://www.polygon.com/patch-notes-playstation-discs/)
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