Tecnologia Mercado smartphones queda chips

Mercado de Smartphones: Maior Queda em 13 Anos por Disputa de Chips de IA

🕐 2h atrás 👁 2 📖 4 min Equipe USO IA
Mercado de Smartphones: Maior Queda em 13 Anos por Disputa de Chips de IA

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Mercado de Smartphones: Maior Queda em 13 Anos por Disputa de Chips de IA

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O mercado global de smartphones registrou sua maior queda em 13 anos no segundo trimestre, com remessas caindo 11% devido à escassez de chips de memória, intensificada pela demanda de data centers de IA. A crise elevou os preços dos aparelhos, afetando principalmente modelos básicos e intermediários. Em contraste, Apple e Samsung conseguiram aumentar suas participações de mercado, enquanto outras fabricantes como Xiaomi, Oppo e Vivo sofreram grandes recuos.

O mercado global de smartphones acaba de vivenciar um dos seus períodos mais desafiadores em mais de uma década. No segundo trimestre deste ano, as remessas de aparelhos caíram para o menor nível registrado para o período desde 2013, um impacto direto da prolongada escassez de chips de memória que tem redefinido prioridades na indústria tecnológica. Essa situação afeta diretamente o consumidor brasileiro, que pode enfrentar preços mais altos e menos opções de aparelhos, especialmente nos segmentos de entrada e intermediário.

Dados preliminares da Counterpoint Research, reportados pela Reuters e outras fontes, indicam uma redução significativa de 11% nas remessas globais de smartphones. A principal causa dessa retração drástica é a intensa demanda por componentes de memória, que se tornou ainda mais acirrada com o avanço acelerado da inteligência artificial. Fornecedores de chips estão agora priorizando clientes ligados a data centers de IA, que exigem volumes massivos desses componentes, diminuindo a disponibilidade para fabricantes de eletrônicos de consumo.

Com a menor oferta e o consequente aumento nos custos de produção, as fabricantes de smartphones não tiveram alternativa senão repassar parte desses encargos aos consumidores. Essa elevação de preços se fez sentir principalmente nos modelos básicos e intermediários, categorias que tradicionalmente impulsionam o volume de vendas em mercados emergentes como o Brasil. A Counterpoint Research projeta que essa pressão nos custos e na disponibilidade de componentes deve perdurar até, pelo menos, 2027. A consultoria, inclusive, mantém sua previsão de uma queda de aproximadamente 14% nas remessas globais de smartphones para o ano corrente.

O que muda na prática

  • Preços mais altos: Espere ver smartphones mais caros no mercado, especialmente aqueles que se encaixam nas categorias de entrada e intermediária. A escassez de chips de memória encarece a produção e, consequentemente, o preço final para o consumidor.
  • Menos opções: Pode haver uma redução na variedade de modelos disponíveis, principalmente para quem busca opções mais acessíveis. Fabricantes podem focar em linhas mais premium para otimizar o uso dos componentes escassos.
  • Impacto na renovação: A decisão de trocar de aparelho pode se tornar mais complexa para muitos consumidores, que terão que lidar com um custo-benefício menos vantajoso.
  • Fortalecimento de marcas premium: Marcas como Apple e Samsung, que têm maior poder de negociação e foco em segmentos de maior valor agregado, podem continuar a dominar o mercado, enquanto fabricantes que dependem de celulares mais baratos enfrentam maiores dificuldades.
  • Atrasos em lançamentos: A dificuldade na obtenção de componentes pode levar a atrasos em lançamentos de novos modelos ou na reposição de estoque em lojas.

Em meio a esse cenário de queda generalizada, algumas empresas conseguiram não apenas resistir, mas até mesmo crescer. A Apple, por exemplo, contrariou a tendência ao registrar um aumento de 3% nas remessas de iPhones no segundo trimestre. Esse desempenho levou a gigante de Cupertino a alcançar uma participação recorde de 20% no mercado global de smartphones, impulsionada pela forte demanda por seus modelos premium e pela estratégia de manutenção de preços. Analistas, contudo, já alertam para a possibilidade de reajustes nos próximos meses.

A Samsung também demonstrou resiliência, recuperando a liderança do mercado com uma participação de 24%. A performance positiva da empresa sul-coreana foi atribuída às vendas robustas da linha Galaxy S26, à ampla disponibilidade de seus produtos e a aumentos de preços menos acentuados em mercados estratégicos como Índia e Oriente Médio. Enquanto isso, outras grandes fabricantes sentiram o peso da crise de forma mais aguda.

Empresas como Xiaomi, Oppo e Vivo, que historicamente dependem mais dos segmentos de entrada e intermediário, registraram as maiores quedas entre as cinco principais fabricantes. Sua maior exposição a esses segmentos as tornou particularmente vulneráveis ao aumento dos custos dos componentes, dificultando a manutenção de preços competitivos e a oferta de produtos. A análise da Counterpoint Research ressalta, portanto, que a indústria de celulares está agora em uma nova e complexa disputa por espaço com a crescente demanda por inteligência artificial. Enquanto data centers necessitam de quantidades cada vez maiores de memória para alimentar o desenvolvimento e a operação de IAs, os fabricantes de smartphones se veem forçados a um delicado equilíbrio entre a viabilidade de preços e a disponibilidade de componentes essenciais.

Fonte: Olhar Digital (https://olhardigital.com.br/2026/07/13/inteligencia-artificial/mercado-de-smartphones-sofre-maior-queda-em-13-anos/), 9to5Mac (https://9to5mac.com/2026/07/13/report-apple-hits-record-20-global-smartphone-shipment-share-as-market-plunges/), GSMArena (https://www.gsmarena.com/omdia_smartphone_market_shipments_fell_in_q2_but_samsung_and_apple_grew_their_market_shares-news-73692.php), G1 Tecnologia (https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/07/13/vendas-globais-de-smartphones-caem-ao-menor-nivel-em-13-anos.ghtml), Ars Technica (https://arstechnica.com/gadgets/2026/07/apple-and-samsung-benefit-as-memory-shortage-pushes-smartphone-shipments-to-historic-lows/), Tecnoblog (https://tecnoblog.net/noticias/crise-dos-chips-leva-mercado-de-celulares-ao-pior-nivel-em-13-anos/)
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