Casa Branca Lança Seis Jogos Online Racistas e Gera Polêmica com Clássicos Plagiados
O site oficial da Casa Branca lançou uma seção de "arcade" com seis jogos online xenófobos e cópias não autorizadas de clássicos como Tetris e Snake. A iniciativa, que visa promover a agenda política da administração, gerou críticas e levantou questões sobre violação de direitos autorais, com empresas como a Tetris Company já se manifestando.

A Casa Branca lançou uma seção de "arcade" em seu site oficial, apresentando seis jogos online que, segundo o Polygon, são clones xenófobos de clássicos populares. A iniciativa, que já gerou controvérsia, utiliza cópias não autorizadas de títulos como Tetris, Flappy Bird e Snake para promover uma agenda política, conforme detalhado por diversas fontes da cobertura.
Jogos com Mensagens Xenófobas e Violações de Direitos
Entre os jogos notórios está "Build the Wall", uma clara cópia de Tetris, cuja descrição "Proteja a fronteira da horda que se aproxima" já sinaliza o teor. Dentro do jogo, o texto "Cerco Zumbi na Fronteira. Empilhe Tijolos. Mantenha a Linha" reforça a mensagem. O Polygon aponta que o jogo é de má qualidade e falha em seguir a regra básica do Tetris: preencher uma linha horizontal deve limpar os blocos.
Outro título, "Rio Run", é um clone de Snake onde o jogador controla um homem branco prendendo pessoas de cor que tentam atravessar o Rio Grande. Já em "Supply Line", o objetivo é remover alimentos em uma esteira para "Tornar a América Saudável Novamente", ignorando, convenientemente, um surto de Cyclospora que adoeceu milhares de pessoas devido a alface contaminada, supervisionado pelo Departamento de Saúde liderado por Robert F. Kennedy, conforme relatado pelo Polygon. Os jogos parecem ter sido gerados por uma IA, à semelhança de muitas das postagens preguiçosas da administração nas mídias sociais.
Campanha de Divulgação e Distração Política
A divulgação desses jogos não foi menos polêmica. Um post na plataforma X, publicado pela conta oficial da Casa Branca em 3 de setembro de 2026, anunciava: "CAN'T STOP WINNING. 🎮 Build the wall. Deport. Fill a Trump Account. LIVE - PLAY NOW 📲".
A conta oficial da Casa Branca no X também replicou telas de carregamento de consoles como GameCube, Xbox 360 e PS2, incluindo seus áudios. O "trailer" da seção Arcade utiliza literalmente o tema Green Hill Zone de Sonic the Hedgehog, segundo o Polygon. Essas ações, tanto os novos jogos quanto a comunicação nas redes sociais, são uma continuação da estratégia da administração de "irritar os liberais" com postagens juvenis e cruéis, a fim de desviar a atenção das muitas falhas da presidência, como o início de uma guerra desnecessária com o Irã que desestabilizou a economia global, uma crescente crise de acessibilidade que resultou em algumas das piores taxas de aprovação da história americana, e o tratamento dos arquivos Epstein, informa o Polygon.
O Silêncio da Indústria de Games e Ameaças de Tarifas
Apesar do uso repetido de propriedade intelectual da Nintendo, Microsoft e PlayStation para difundir mensagens de ódio, essas empresas têm permanecido em grande parte em silêncio sobre a situação, observa o Polygon. No entanto, a The Tetris Company já se manifestou oficialmente, expressando seu descontentamento com o clone "Build the Wall", conforme noticiaram a Engadget e o Polygon. Mesmo a Nintendo, conhecida por sua postura litigiosa e por proteger intensamente suas propriedades intelectuais, fez pouco para se opor ao governo, possivelmente por "medo de retaliação", conforme o Polygon.
Em um contexto mais amplo, a administração está considerando outra rodada de tarifas que afetaria consoles de videogame, elevando ainda mais os preços. Tarifas anteriores impostas pela administração foram derrubadas pela Suprema Corte, forçando o governo a reembolsar as empresas afetadas. Curiosamente, os consumidores teriam pago a tarifa duas vezes: uma através dos aumentos de preços e uma segunda vez porque o pagamento do governo veio, em última instância, dos contribuintes. Enquanto isso, as empresas tarifadas se recusaram a repassar os reembolsos aos consumidores, segundo o Polygon.
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