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Inteligência Artificial Perimenopausa Desinformação Digital

Algoritmos de Redes Sociais Amplificam Desinformação sobre Perimenopausa, Alertam Especialistas

🕐 15h atrás 👁 5 📖 5 min Equipe USO IA
Algoritmos de Redes Sociais Amplificam Desinformação sobre Perimenopausa, Alertam Especialistas

Algoritmos de Redes Sociais Amplificam Desinformação sobre Perimenopausa, Alertam Especialistas

Inteligência Artificial Perimenopausa Desinformação Digital

Algoritmos de Redes Sociais Amplificam Desinformação sobre Perimenopausa, Alertam Especialistas

🕐 15h atrás 👁 5 📖 5 min Equipe USO IA

A crescente visibilidade da perimenopausa nas redes sociais, impulsionada por algoritmos de recomendação, tem gerado um excesso de hype e desinformação preocupante. Especialistas alertam que, embora a perimenopausa seja uma fase real com sintomas intensos, há uma promoção exagerada de testes, suplementos e terapias de reposição hormonal (TRH) sem base científica ou adequação para todas as mulheres nessa fase, incentivando diagnósticos equivocados e tratamentos inadequados.

A perimenopausa, e sua parente mais conhecida, a menopausa, deixou de ser um tabu e 'entrou na conversa' online. Graças, em parte, a médicos televisivos e influenciadores digitais, o tema ganhou uma visibilidade sem precedentes. Para muitas mulheres na casa dos 40 anos, os algoritmos das redes sociais e as conversas com amigos cada vez mais direcionam o foco para a perimenopausa.

A menopausa é definida como o estágio da vida que ocorre um ano após a última menstruação de uma pessoa. A perimenopausa, por sua vez, é o período que antecede esse ponto, podendo durar anos e apresentar todos os sintomas tipicamente associados à menopausa. Se você é uma mulher na casa dos 40 e não está se sentindo 100%, é provável que encontre alguém online pronto para dizer que você está na perimenopausa e que deveria gastar dinheiro com exames de sangue, aplicativos e suplementos, ou exigir terapia de reposição hormonal (TRH). Mas, como alertam os especialistas, não é tão simples.

A Ascensão da Perimenopausa no Digital

A perimenopausa tende a começar por volta dos 46 ou 47 anos. É nesse período que muitas mulheres começam a experimentar sintomas como ondas de calor, períodos menstruais irregulares ou anormalmente intensos, ou ansiedade. E pode ser um período difícil. Mary Ann Lumsden, ex-presidente da Sociedade Internacional da Menopausa, afirma:

Frequentemente, os sintomas estão em seu pior estado na perimenopausa.

Isso ocorre porque os hormônios podem flutuar drasticamente. Os níveis de estrogênio, progesterona, hormônio luteinizante e hormônio folículo-estimulante podem passar por uma montanha-russa antes de se estabilizarem após a menopausa. É por isso que, apesar do que alguns comerciantes podem alegar, não existe um teste para a perimenopausa.

Você não pode interpretar as medidas hormonais porque elas mudam muito, e isso é bastante normal,

diz Lumsden. No entanto, isso não significa que as mulheres devam simplesmente suportar os sintomas. Mas a forma exata como esses sintomas são tratados é outro tópico que tem sido obscurecido pela desinformação.

Terapia de Reposição Hormonal: Um Alerta para a Perimenopausa

A terapia de reposição hormonal (TRH) é projetada para repor hormônios como estrogênio e progesterona, que diminuem naturalmente na menopausa. Existem muitos medicamentos diferentes que podem ser tomados de várias formas e em diversas doses. Embora apresente alguns riscos e não seja adequada para todas, a TRH pode ser imensamente útil para muitas mulheres na menopausa, ajudando com sintomas comuns, prevenindo a osteoporose e mantendo a força muscular.

No entanto, esses medicamentos foram testados e aprovados para mulheres na menopausa, não na perimenopausa, como explica Lumsden.

Se você administrar a TRH padrão, ela pode ser sobrecarregada pela própria produção hormonal da mulher.
Além disso, a TRH pode causar sangramento anormal em mulheres na perimenopausa, segundo Paula Briggs, ex-presidente da Sociedade Britânica da Menopausa e atual chefe do serviço de menopausa no Liverpool Women’s Hospital.

Briggs expressa preocupação com a mensagem promovida nas redes sociais, especialmente a forma como mulheres mais jovens são incentivadas a assumir que estão na perimenopausa e a buscar tratamento com TRH.

É quase como um culto, essa ideia de que todo mundo precisa de TRH,
afirma.

Suplementos e Sinais de Alerta

Outro ponto de preocupação é a explosão de marketing de vitaminas e suplementos especificamente direcionados a mulheres de meia-idade e menopáusicas. A evidência para a eficácia desses produtos, no entanto, é limitada ou inexistente.

Não consigo ver um mecanismo para muitos deles,
diz Lumsden. Muitas mulheres que tomam esses suplementos nem sempre sabem o que estão recebendo. Pacientes de Lumsden relataram tomar suplementos de testosterona para gerenciar seus sintomas, mas exames de sangue revelaram que não houve aumento nos níveis de testosterona.
Seja o que for que elas estão tomando, não é testosterona,
explica.

Nem todos os sintomas que as mulheres experimentam na meia-idade podem ser atribuídos aos hormônios. Longas listas de sintomas da perimenopausa compartilhadas nas redes sociais incluem fadiga, névoa cerebral, dores, problemas digestivos e outros. Nanette Santoro, professora de obstetrícia e ginecologia na Universidade do Colorado Anschutz que estuda a menopausa, observa:

Estes não se ligam intimamente às óbvias mudanças do ciclo menstrual e mudanças hormonais... ao longo da menopausa.

Se você está sentindo qualquer sintoma, é fundamental procurar um médico para garantir que não sejam causados por outra coisa. A própria Mary Ann Lumsden relata que sua dor pélvica, por exemplo, é quase certamente resultado de endometriose — uma condição que pode ser agravada pela TRH. Aos 40 anos, muitas mulheres já estão equilibrando o cuidado com filhos e pais idosos, enquanto mantêm um emprego e lidam com pressões sociais. É um período exaustivo, e nem toda essa exaustão pode ser atribuída aos hormônios.

Atribuir tudo de desagradável que acontece a uma mulher acima de 35 anos à perimenopausa não se baseia em nenhuma evidência científica,

conclui Santoro.

O que muda na prática

  • Desconfie de informações extremas ou

Fonte: MIT Technology Review

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