Epic Games Store iPhone Brasil

Epic Games Lança Loja de Aplicativos para iPhone no Brasil com Fortnite e Cashback

A Epic Games lançou sua loja de aplicativos para iPhones no Brasil nesta quinta-feira (30), disponibilizando Fortnite e Rocket League Sideswipe, além de oferecer cashback de 20%. A chegada acontece após anos de disputas judiciais com a Apple, embora a Epic Games ainda critique as políticas de instalação e taxas da gigante de tecnologia.

Redação USO IA Edição de Emerson Zanoti 📖 4 min 👁 23
Imagem gerada por IA · Epic Games Store iPhone Brasil · Assunto apurado por: Canaltech
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A Epic Games, desenvolvedora por trás do popular Fortnite, anunciou nesta quinta-feira (30) o lançamento oficial da Epic Games Store para iPhones no Brasil. A chegada da plataforma permite que usuários brasileiros baixem e joguem Fortnite e Rocket League Sideswipe, os dois primeiros títulos disponíveis, com a vantagem adicional de um programa de cashback de 20% sobre o valor das compras. Este lançamento é um marco significativo, resultado de anos de batalhas judiciais e acusações de monopólio contra a Apple em diversos mercados globais, culminando em um acordo entre o CADE e a empresa da maçã.

Expansão Global e Desafios de Instalação

O Brasil é o terceiro mercado a receber a Epic Games Store no ecossistema iOS. A produtora já havia conseguido disponibilizar seus jogos, incluindo Fortnite, Fall Guys e Rocket League Sideswipe, no iOS da União Europeia em 2024, tanto em lojas independentes quanto em sua própria plataforma. Neste ano, a Epic também lançou a loja para iOS no Japão.

Apesar da conquista de expandir sua plataforma digital, a Epic Games expressou críticas contundentes às políticas da Apple. A companhia argumenta que a gigante de tecnologia teria "elaborado de maneira intencional políticas para minar a concorrência de launchers terceiros e limitar opções aos consumidores". Em comunicado enviado à imprensa, a Epic Games detalhou:

A empresa impõe taxas anticompetitivas à distribuição de aplicativos de terceiros, exibe telas de aviso que tornam o processo de instalação oneroso e proíbe que lojas alternativas sejam lançadas em iPads.

Dentre as medidas citadas, estão a imposição de taxas que variam de 5% a 21% sobre transações realizadas fora da App Store, além da já mencionada exibição de telas de aviso. A empresa destaca ainda que, no Brasil, a Apple impõe um fluxo de instalação de nove etapas para lojas de aplicativos de terceiros, o que é visto como uma barreira que pode "dificultar e/ou desencorajar o usuário". Um exemplo da efetividade dessas barreiras foi observado na União Europeia: inicialmente, os usuários precisavam passar por 15 etapas para instalar o launcher. Após pressões regulatórias, o fluxo foi reduzido para seis etapas, resultando em "uma queda de 60% na desistência de jogadores durante as tentativas de instalar a Epic Games Store".

Visão do CEO sobre o Modelo de Negócios da Apple

Em coletiva de imprensa, Tim Sweeney, CEO da Epic Games, reforçou as críticas, apontando como a Apple "desestimula desenvolvedores terceiros a lançar jogos e aplicativos no iOS fora da App Store". Segundo Sweeney, essa política justifica a presença de apenas dois títulos na Epic Games Store para iPhone no Brasil neste momento. Ele ressaltou que as taxas cobradas pela Apple para transações fora da App Store, entre 5% e 21%, "dificultam a verdadeira concorrência nos iPhones".

Consoles vs. Ecossistemas Móveis: Uma Análise da Concorrência

A chegada da Epic Games Store ao iPhone no Brasil ocorre em um período de transformações para as plataformas de games globalmente. Com a Sony anunciando o fim da produção de jogos em mídias físicas para o PlayStation a partir de 2028, o debate sobre ambientes digitais e ecossistemas fechados ganha relevância. Empresas como Nintendo, Microsoft e Sony, que oferecem apenas uma opção de compra digital em seus consoles, enfrentam questionamentos sobre possíveis monopólios, espelhando as barreiras que a Apple impõe no iOS e que a Epic Games tem combatido desde 2018.

Questionado pelo Canaltech sobre se as disputas da Epic Games contra a Apple poderiam impactar os modelos de negócios de lojas digitais em consoles, Tim Sweeney traçou um paralelo. Para o CEO, os modelos de negócios praticados por Apple e Google são "altamente lucrativos" e "bem diferentes do que vemos nos consoles". Ele exemplificou com a situação do Xbox, que, conforme reportagem do Windows Central, tem sofrido prejuízo de US$ 150 por unidade do Xbox Series comercializada. Sweeney explicou:

Se você olhar para as notícias do XBOX, com algumas notícias tristes recentemente, você vê que os consoles frequentemente vendem hardware abaixo do custo real e depois o subsidiam por meio da venda de software.

A Epic Games avalia que o propósito e as práticas comerciais dos fabricantes de consoles "ultimamente servem ao consumidor e são justas entre si", razão pela qual a empresa "não tem nenhum problema com o que eles fazem". Um exemplo de colaboração entre a Epic Games e as gigantes de console foi o caso do crossplay de Fortnite em 2018. Na ocasião, a Sony inicialmente bloqueava jogadores de PlayStation de jogar o battle royale com usuários de Xbox. Sweeney revelou:

Nós discutimos com eles por meses sobre isso e eles resolveram.

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