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Fluxo, medição e entrega final

Laboratório: o runbook e o template de PR do seu time

Mão na massa 6 min de leitura 45 min de prática Você leva: Runbook validado + template de pull request

Produzir dois artefatos que o time usa toda semana, validados por alguém que não participou da escrita.

Os dois documentos com melhor relação entre esforço e retorno num time de desenvolvimento: o runbook da rotina que mais dá problema e o template de pull request. Ambos são escritos uma vez e usados toda semana.

Mão na massa45 min
Escrever um runbook com fontes fechadas e submetê-lo ao único teste que vale: outra pessoa executa só com o documento.

Escolha a rotina que mais gera dúvida no seu time — deploy, restauração de backup, rotação de credencial, reprocessamento de fila. Se ela nunca falhou, escolha outra: o valor está no procedimento de falha.

  1. Reúna as fontes reais: arquivo de CI, scripts, mensagens de incidentes anteriores, comandos do seu histórico de terminal.
  2. Rode o pedido de fontes fechadas da aula anterior.
  3. Execute cada comando em ambiente seguro. Marque como NÃO VALIDADO o que não deu para testar.
  4. Preencha as lacunas NÃO INFORMADO com quem sabe — essa conversa costuma ser a parte mais valiosa do exercício.
  5. Peça a uma pessoa que não participou da escrita para executar usando apenas o documento.
  6. Anote cada momento em que ela hesitou, perguntou ou improvisou. Cada um é um defeito do documento.
  7. Corrija e publique a segunda versão.
Deu certo quando
  • Nenhum comando não testado ficou sem marcação.
  • Uma pessoa de fora executou do começo ao fim.
  • Todos os pontos de hesitação viraram correção.
  • O documento diz o que fazer quando falha, não só quando dá certo.

Se travar: Se ninguém do time tem tempo para executar, peça só a leitura em voz alta com a pergunta "você saberia fazer isso sozinho?" a cada passo. Pega a maior parte dos defeitos e custa dez minutos.

Você leva daquiTemplate de pull request

Substitui o "o que este PR faz?" por perguntas que só quem escreveu o código consegue responder — e que o revisor precisa saber.

## O que muda
[uma frase: o comportamento observável que passa a existir]

## Por quê
[link para a história/decisão · qual problema real isso resolve]

## Como verificar
1. [passo]
2. [passo]
Esperado: [resultado observável]

## Decisões que tomei
| Decisão | Alternativa descartada | Motivo | Reversível? |
|---------|------------------------|--------|-------------|
| | | | |

## Risco
- Área afetada: [ ] dados [ ] auth [ ] pagamento [ ] integração [ ] nenhuma acima
- Precisa de migração? [ ] sim [ ] não
- Rollback: [como desfazer]

## Uso de IA nesta mudança
- [ ] Não usei
- [ ] Usei para planejar/revisar; escrevi o código
- [ ] Usei para gerar código, que revisei linha a linha
- O que recusei da sugestão e por quê: [texto]

## Testes
- [ ] Existe teste que fica vermelho se esta regra quebrar
- Comando: `[comando]`

Onde guardar: .github/pull_request_template.md (ou o equivalente do seu Git).

Sobre a seção de uso de IA

Ela não existe para vigiar ninguém. Existe porque o revisor lê diferente quando sabe a procedência: código gerado tende a esconder erro de premissa em trecho bem escrito, e o revisor calibra a atenção com essa informação.

A linha "o que recusei e por quê" é a que mais diz sobre a qualidade da revisão de quem abriu o PR — e é a que costuma iniciar as melhores conversas técnicas do time.

Checagem antes de seguir
  • O runbook foi executado por alguém de fora.
  • Comandos não testados estão marcados.
  • O template de PR pergunta sobre decisão, risco e rollback.
  • Ambos estão versionados no repositório, não num documento solto.
Em uma frase
  • Um runbook só está pronto depois que alguém que não o escreveu conseguiu executá-lo sozinho.

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