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Consultar e transformar com conferência

Laboratório: da especificação ao número conferido

Mão na massa 6 min de leitura 40 min de prática Você leva: Análise em camadas com trilha de conferência

Executar uma análise real em camadas, com contagem de controle em cada uma, e provar que a conferência detecta erro injetado.

Como no laboratório de código, o passo que mais ensina é o último: sabotar a consulta de propósito e ver se as suas conferências percebem.

Mão na massa40 min
Produzir uma análise real em camadas conferidas e provar que a trilha de conferência tem poder de detecção.

Use a especificação que você escreveu no módulo 2. Se ela ainda tem pendências de negócio, escolha outra pergunta — o exercício precisa de definições fixadas.

  1. Peça a camada 1 (universo) com a contagem de controle. Rode.
  2. Confira a camada 1 contra uma fonte independente: fechamento financeiro, relatório existente, ou alguém do negócio que saiba a ordem de grandeza.
  3. Só depois de bater, peça a camada 2. Repita até a métrica final.
  4. Em cada camada, registre o número obtido e o esperado.
  5. Quebre o resultado por um segmento e confira que a soma dos segmentos bate com o total.
  6. Agora sabote: troque um < data por <= data, ou remova um filtro de status, ou transforme uma junção 1:1 em 1:N.
  7. Rode a trilha de conferência. Alguma verificação precisa acusar.
  8. Desfaça e registre o resultado.
Deu certo quando
  • A camada 1 bateu com uma fonte que não é a própria consulta.
  • Toda junção 1:1 preservou a contagem.
  • A soma dos segmentos bate com o total.
  • Pelo menos uma conferência acusou a sabotagem.

Se travar: Se nenhuma conferência acusou, é porque elas verificam a consistência interna da consulta, não a correspondência com a realidade. Adicione ao menos um controle que compare com uma fonte externa — é o único que pega filtro faltando.

Você leva daquiAnálise em camadas com trilha de conferência

O documento que acompanha o número. Responde "como você chegou nisso?" antes de alguém perguntar.

# [Título da análise]
Especificação: [link] · Executada em [data] · Analista: [você]

## Resultado
**[o número]** — [uma frase do que significa]

## Camadas e controles
| # | Camada | Resultado | Controle | Bateu? |
|---|--------|-----------|----------|--------|
| 1 | Universo (pedidos mar/26, status válidos) | 3.412 · R$ 2.108.443 | fechamento financeiro | ✓ |
| 2 | + dimensão cliente (1:1) | 3.412 | contagem inalterada | ✓ |
| 3 | + itens agregados | 3.412 | contagem inalterada | ✓ |
| 4 | Métrica | 55,0% | numerador ≤ denominador | ✓ |
| 5 | Recorte por canal | soma = 3.412 | soma dos segmentos | ✓ |

## Prova de detecção
- Sabotagem: [o que alterei]
- Conferência que acusou: [qual]

## Nulos e exclusões
- [coluna]: [n] nulos ([%]) — tratamento: [ignorado / imputado / excluído]
- Excluídos: [n] registros por [motivo]

## SQL
```sql
[as camadas, comentadas]
```

## O que este número NÃO diz
- [limitação]

Onde guardar: No repositório de análises, ao lado do notebook ou do SQL versionado.

A conferência externa é a única que pega filtro faltando

Controles internos (contagem antes/depois de junção, soma de segmentos) pegam duplicação e perda de linha. Nenhum deles pega um filtro de status esquecido — internamente tudo é consistente.

Por isso a camada 1 precisa bater com algo de fora: fechamento contábil, relatório antigo, ou a memória de alguém que conhece a operação.

Em uma frase
  • Controle interno pega duplicação; só a conferência externa pega filtro esquecido.

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