Projeto final: uma análise que se sustenta
Uma pergunta real, do pedido à decisão, com trilha de conferência e rubrica objetiva.
O projeto não mede quantas consultas você escreveu com IA. Mede se cada número da sua conclusão pode ser rastreado até uma verificação.
- Aplicar o fluxo completo a uma pergunta real.
- Produzir um dossiê que outra pessoa consiga auditar e reproduzir.
- Escrever o seu playbook de analista.
Escolha uma pergunta que você resolveria em até três horas sem IA, com dados a que você tem acesso. Pergunta grande demais transforma o registro em resumo — e o valor está no detalhe da conferência.
- Especificação (módulo 2): pedido original, definições fixadas, denominador, janela, unidade, exclusões, o que os dados não respondem.
- Camadas (módulo 3): mínimo três, cada uma com contagem de controle e o resultado obtido × esperado.
- Prova de detecção: sabote a consulta e mostre qual conferência acusou.
- Revisão (módulo 4): as sete categorias, com achados classificados em verdadeiro/falso positivo.
- Relatório (módulo 5): achado, recomendação, confiança, método no anexo.
- Retrospectiva: tempo estimado × real, onde a IA ajudou, onde atrapalhou, e ao menos uma sugestão recusada com o motivo.
O documento que prova o processo — e o modelo que você reutiliza na próxima.
# Dossiê — [pergunta] Analista: [nome] · Período: [datas] ## 1. Especificação [pedido original sem editar · definições fixadas com quem decidiu · exclusões] [o que os dados NÃO respondem] ## 2. Camadas e controles | # | Camada | Resultado | Controle | Fonte do controle | Bateu? | |---|--------|-----------|----------|-------------------|--------| ## 3. Prova de detecção - Sabotagem: [o que alterei] - Conferência que acusou: [qual] ## 4. Revisão em 7 categorias | Categoria | Achados | VP | FP | Ação | |-----------|---------|----|----|------| | Definição | | | | | | Universo | | | | | | Junções/agregação | | | | | | Qualidade do dado | | | | | | Estatística | | | | | | Interpretação | | | | | | Comunicação | | | | | ## 5. Relatório entregue [cole o relatório de uma página] ## 6. Retrospectiva - Estimado: [x]h · Real: [y]h - Ajudou em: [onde, concretamente] - Atrapalhou em: [onde, concretamente] - Sugestão que recusei: [qual e por quê] - Vai para o dicionário de dados: [o que descobri sobre os dados] ## 7. Playbook pessoal [3 a 5 regras que passo a seguir por padrão]
Onde guardar: No repositório de análises.
Rubrica
| Critério | Insuficiente | Adequado | Forte |
|---|---|---|---|
| Especificação | Não escrita | Definições fixadas | Inclui o que os dados não respondem |
| Conferência | Nenhuma | Camadas com controle | Camada 1 bate com fonte externa + prova de detecção |
| Qualidade do dado | Não mencionada | Nulos e extremos declarados | Motivo da ausência investigado antes do tratamento |
| Interpretação | Palavra causal sem controle | Linguagem de associação | Explicações concorrentes listadas e testadas |
| Comunicação | Cronológica | Conclusão primeiro | Incerteza com número e recomendação do que não fazer |
| Retrospectiva | Só elogio | Ganhos e perdas | Recusa fundamentada que virou regra |
Como no curso de programação, a coluna "Forte" pede sempre a mesma coisa: que você mostre o que não afirmou e por quê.
- Escolha a pergunta e registre a estimativa antes de começar.
- Execute as seis etapas na ordem, preenchendo o dossiê conforme avança.
- Comunique o resultado para quem pediu, no formato de uma página.
- Registre o que a pessoa perguntou depois — cada pergunta é uma lacuna do relatório.
- Feche a retrospectiva com números reais.
- Escreva o playbook: 3 a 5 regras suas.
- A camada 1 bateu com uma fonte externa.
- A prova de detecção está registrada.
- Nenhuma palavra causal sobreviveu sem grupo de controle.
- Existe ao menos uma sugestão recusada com motivo.
- O relatório cabe em uma página, com o método no anexo.
Se travar: Se você não encontrou nenhuma sugestão para recusar, provavelmente a revisão foi superficial. Volte ao SQL e pergunte de cada filtro: por que este e não outro? Se a resposta for "foi o que veio", esse trecho não foi revisado.
Cinco artefatos: o dicionário de dados, a regra de uso com dados, a definição de métrica, a especificação de análise e o checklist de revisão calibrado.
Todos têm a mesma natureza — decisões tomadas uma vez, escritas, reutilizadas. É o que sobrevive à troca de ferramenta e à troca de emprego.
- Uma análise madura mostra o que ela não afirma, e por quê.
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