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Pesquisa: onde a IA realmente rende em prospecção

Laboratório: pesquisa de conta em quinze minutos

Mão na massa 10 min de leitura 45 min de prática Você leva: Ficha de conta pesquisada

O roteiro de pesquisa que produz três fatos verificados e um gatilho — com a IA lendo, não inventando.

A diferença entre a mensagem que some e a que recebe resposta são quinze minutos de pesquisa. A IA reduz isso — desde que ela leia as fontes em vez de lembrar delas.

Essa é a distinção central da aula: pedir "me fale sobre a empresa X" produz lembrança, e lembrança é onde mora a invenção. Colar o texto de um release, de uma vaga ou de uma notícia e pedir extração produz leitura.

Pedir lembrança
Me fale sobre a Transportes Lorenzo e sugira uma abordagem
comercial.

Vem um perfil plausível, com expansões, crescimentos e desafios que podem ou não existir. Nada disso é rastreável.

Pedir leitura
Analise SÓ os textos abaixo. Não use conhecimento prévio sobre
esta empresa. Se algo não estiver nos textos, escreva NÃO CONSTA.

[1] Página "Sobre" do site: [cole]
[2] Vaga aberta no LinkedIn: [cole]
[3] Notícia de janeiro: [cole]

Extraia: o que mudou recentemente · que dor operacional as vagas
sugerem · qual gatilho da minha ficha se aplica.

Tudo que voltar é rastreável até um dos três textos. O que não está lá volta marcado como NÃO CONSTA.

A diferença: A frase "não use conhecimento prévio" muda o comportamento de verdade. Sem ela, o modelo mistura o que leu com o que lembra — e você não consegue separar depois.

Extração de fontes fechadas
Você vai analisar SOMENTE os textos abaixo. Não use nenhum
conhecimento prévio sobre esta empresa. Tudo que não estiver nos
textos: escreva NÃO CONSTA.

Meu contexto comercial: [cole a ficha]

FONTES:
[1] Site — página sobre/serviços: [cole]
[2] Vagas abertas: [cole título, área e tempo de publicação]
[3] Notícia/release: [cole]
[4] Post recente do decisor ou da empresa: [cole]

Extraia:
- O que mudou nos últimos 12 meses (com o número da fonte ao lado)
- Que dor operacional as vagas abertas sugerem
- Qual dos meus gatilhos se aplica, e por quê
- 2 perguntas que eu faria numa call e que não dá para responder
  com estas fontes
- 1 frase de abertura que só faria sentido para esta conta

Ao final, liste: o que você afirmou que NÃO está nas fontes.
Se a lista não estiver vazia, é erro.

A auditoria final é a proteção. Se ela vier com itens, você acabou de pegar a invenção antes que ela virasse e-mail.

Mão na massa45 min
Pesquisar três contas reais em 15 minutos cada e produzir uma abertura verificável para cada uma.

Use contas do seu pipeline atual, de preferência as que estão paradas. Se a abordagem original tiver falhado, melhor — dá comparação.

  1. Escolha três contas do seu ICP.
  2. Para cada uma, colete quatro fontes: site, vagas abertas, uma notícia dos últimos 12 meses, um post do decisor ou da empresa.
  3. Rode o prompt de extração. Cronometre.
  4. Confira a auditoria final: se o modelo listou afirmações fora das fontes, marque quais.
  5. Abra cada fonte e confirme os três fatos que você vai usar. Não confie na extração sem conferir.
  6. Escreva a abertura de uma frase usando só os fatos confirmados.
  7. Teste: a abertura funcionaria para outra conta trocando o nome? Se sim, refaça.
Deu certo quando
  • A pesquisa de cada conta ficou em até 15 minutos.
  • Cada fato usado foi confirmado abrindo a fonte.
  • A auditoria do modelo veio vazia, ou os itens foram descartados.
  • Nenhuma abertura sobrevive à troca de nome da empresa.

Se travar: Se não achou nada relevante nas fontes, isso é informação: pode ser uma conta sem gatilho no momento. Registre e priorize outra — insistir numa conta sem gatilho é o que produz cadência genérica.

Você leva daquiFicha de conta pesquisada

Uma por conta trabalhada. Vive no CRM e serve para a abordagem, a call e o handoff para outra pessoa.

# [Empresa] — ficha de conta
Pesquisada em [data] por [você]

## Fatos verificados
| Fato | Fonte | Data | Conferi? |
|------|-------|------|----------|
| Abriu CD em Cajamar | notícia [link] | jan/26 | ✓ |
| Vaga coord. roteirização aberta há 40 dias | LinkedIn [link] | — | ✓ |

## Gatilho aplicável
[qual da minha ficha, e por quê esta conta se encaixa]

## Hipótese de dor
[o que eu ACHO que dói — marcado como hipótese, para validar na call]

## Abertura usada
> [a frase]

## Perguntas para a call
1. [pergunta que as fontes não respondem]
2. [outra]

## O que NÃO consegui descobrir
- [lacuna real — evita que o próximo suponha]

## Histórico
| Data | Ação | Resultado |
|------|------|-----------|

Onde guardar: No CRM, no campo de notas da conta.

A seção "hipótese de dor" precisa continuar sendo hipótese

É a que mais vira certeza sem que ninguém decida isso. Você pesquisa, monta uma teoria plausível, escreve o e-mail em cima dela — e chega na call já convencido.

Manter a palavra "hipótese" escrita no documento faz diferença real na call: quem acha que já sabe a dor não pergunta, e é a pergunta que vende.

Em uma frase
  • Peça leitura de fontes coladas, não lembrança — é a diferença entre fato rastreável e invenção plausível.

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