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Onde a IA erra em marketing (e por que o conteúdo some)

Laboratório: a ficha de marca que a IA precisa ler

Mão na massa 6 min de leitura 35 min de prática Você leva: Ficha de marca e contexto

Montar o documento que define voz, provas, limites e o que a marca não diz.

Um guia de marca de 40 slides não serve para colar num prompt. O que serve é uma página com o que muda o texto de verdade.

Você leva daquiFicha de marca e contexto

Uma página. Cole no início de qualquer conversa sobre conteúdo, campanha ou peça.

# Ficha de marca — [empresa]
Atualizada em [data]

## O que vendemos, em uma frase
[sem jargão, como você explicaria para alguém de fora]

## Para quem
- Perfil: [quem decide a compra, cargo e contexto]
- O que essa pessoa já sabe: [nível — evita explicar o óbvio]
- O que ela desconfia: [objeção mental antes de qualquer texto]

## Como falamos
- Pessoa: [você / vocês] · Formalidade: [escala 1-5]
- Frases: [curtas / médias]
- Usamos: [3 termos que são nossos]
- NUNCA usamos: [jargão que o time detesta: "solução inovadora",
  "parceria estratégica", "revolucionar"]

## O que a marca NÃO diz
- Não prometemos [resultado] sem [condição]
- Não comparamos com concorrente pelo nome
- Não falamos sobre [tema sensível ao setor]
- Não usamos urgência artificial

## Provas que podemos citar
| Afirmação | Fonte | Data | Quem confirma |
|-----------|-------|------|---------------|
| redução de 11% em 6 semanas | case [Cliente X] | mar/26 | Rafael, CS |

## Dados próprios que só nós temos
- [ex: base de 14 operações acompanhadas em abertura de CD]
- [ex: pesquisa com 300 clientes em jan/26]

## Quem assina
[nome] revisa fato e número antes de publicar

Onde guardar: Versionada onde o time de conteúdo acessa, não num drive pessoal.

Mão na massa35 min
Produzir a ficha e provar que ela muda o texto.

A seção mais difícil é "provas que podemos citar" — e é onde costuma aparecer que o time cita números que ninguém consegue rastrear.

  1. Preencha "como falamos" olhando os três textos da marca que o time mais gosta, e extraia o padrão.
  2. Preencha "o que a marca NÃO diz" perguntando ao jurídico e ao atendimento o que já deu problema.
  3. Na tabela de provas, escreva só o que tem fonte e data. Apague o resto.
  4. Liste os dados próprios: o que a empresa mede e ninguém mais tem.
  5. Peça um texto sobre um tema seu sem a ficha. Guarde.
  6. Em conversa nova, cole a ficha e peça o mesmo. Compare.
  7. No primeiro texto, marque toda afirmação que você não conseguiria comprovar.
Deu certo quando
  • A seção "o que não dizemos" tem pelo menos três itens.
  • Toda prova tem fonte, data e quem confirma.
  • A lista de dados próprios não está vazia.
  • O primeiro texto tinha ao menos uma afirmação não comprovável.

Se travar: Se a lista de dados próprios ficou vazia, esse é o achado mais importante do exercício — e a pauta da próxima reunião. Sem dado próprio, todo conteúdo da marca compete no terreno em que a IA já empatou o jogo.

Em uma frase
  • Sem dado próprio, a marca compete exatamente no terreno em que todo mundo já escreve igual.

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