O brief que produz conteúdo específico
Cinco campos que separam o pedido que gera texto médio do que gera texto que só a sua marca poderia publicar.
O pedido "escreva um artigo sobre X para o nosso blog" contém uma informação: o tema. Todo o resto — quem lê, o que essa pessoa já sabe, o que a gente tem para dizer que ninguém tem — fica de fora.
- Estruturar o brief em cinco campos.
- Alimentar o pedido com fonte própria.
- Definir a afirmação central antes de escrever.
| Campo | O que responde | O que muda se faltar |
|---|---|---|
| Leitor | Quem lê e o que já sabe | O texto explica o óbvio e perde quem sabe |
| Afirmação central | A frase com que dá para discordar | Vira listão sem tese |
| Fonte própria | Dado, caso ou entrevista que só temos nós | Vira a média da internet |
| O que não dizer | Limites de marca e jurídicos | Aparece promessa que não sustentamos |
| Ação esperada | O que a pessoa faz depois de ler | Encerramento vazio |
Escreve um artigo de 1.200 palavras sobre gestão de custos logísticos para o nosso blog. Tom profissional.
Produz exatamente o texto médio da aula 1.1 — correto, completo, indistinguível.
LEITOR: gerente de operações de transportadora média (50-200 veículos). Já sabe o que é custo por entrega e já usa TMS. Não precisa de introdução conceitual. AFIRMAÇÃO CENTRAL: a alta de custo depois de abrir um CD não é curva de maturação — é falta de separar a medição por CD. E dá para discordar disso. FONTE PRÓPRIA (use SÓ isto como dado): - 14 operações acompanhadas em abertura de CD, 2024-2026 - alta de 8% a 15% no custo por entrega nos primeiros 90 dias - 11 das 14 atribuíram à curva de maturação - as 3 que identificaram mediam separando CD novo e antigo NÃO DIZER: nenhum número além dos acima; não citar concorrente; não prometer redução de custo. AÇÃO ESPERADA: separar a medição por CD no próprio relatório dele, esta semana. Dar o passo a passo.
O texto que sai disso não existe em nenhum outro lugar, porque os dados não existem em nenhum outro lugar.
A diferença: O campo que mais muda o resultado é fonte própria. Sem ele, o modelo preenche com a média; com ele, o modelo organiza o que só você tem.
Contexto da marca: [cole a ficha de marca] LEITOR: [quem, o que já sabe, o que desconfia] AFIRMAÇÃO CENTRAL: [a tese, em uma frase com que dá para discordar] FONTE PRÓPRIA — use SOMENTE estes dados: [cole o que é seu: números internos, caso, entrevista, pesquisa] NÃO DIZER: [limites] AÇÃO ESPERADA: [o que a pessoa faz depois] FORMATO: [tipo, tamanho] REGRAS: - Nenhum número além dos que eu forneci. Se precisar de outro, escreva [DADO NECESSÁRIO: qual] e siga. - Não abra com contextualização genérica de mercado. - Nada de "além disso", "por outro lado", "em suma". - Nenhuma promessa de resultado. Ao final, liste: (a) tudo que você afirmou e não estava na minha fonte; (b) os pontos marcados como DADO NECESSÁRIO.
O marcador [DADO NECESSÁRIO] transforma a invenção em pauta de pesquisa. É a diferença entre um texto com número falso e uma lista do que ainda falta apurar.
Se você não consegue escrever a tese em uma frase com que alguém razoável poderia discordar, o texto ainda não tem motivo para existir. "Gestão de custos é importante" não é tese.
- O brief tem os cinco campos preenchidos.
- A afirmação central admite discordância.
- A fonte própria está colada, não descrita.
- Nenhum número fora da fonte sobreviveu.
- Existe uma ação concreta esperada do leitor.
- Se a tese não admite discordância, o texto ainda não tem motivo para existir.
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