← Curso IA na prática para Marketing: por que alguém leria o seu conteúdo 20 aulas
Onde a IA erra em marketing (e por que o conteúdo some)

O brief que produz conteúdo específico

Conceito 7 min de leitura Você leva: Modelo de brief de conteúdo

Cinco campos que separam o pedido que gera texto médio do que gera texto que só a sua marca poderia publicar.

O pedido "escreva um artigo sobre X para o nosso blog" contém uma informação: o tema. Todo o resto — quem lê, o que essa pessoa já sabe, o que a gente tem para dizer que ninguém tem — fica de fora.

Ao final desta aula você consegue
  • Estruturar o brief em cinco campos.
  • Alimentar o pedido com fonte própria.
  • Definir a afirmação central antes de escrever.
CampoO que respondeO que muda se faltar
LeitorQuem lê e o que já sabeO texto explica o óbvio e perde quem sabe
Afirmação centralA frase com que dá para discordarVira listão sem tese
Fonte própriaDado, caso ou entrevista que só temos nósVira a média da internet
O que não dizerLimites de marca e jurídicosAparece promessa que não sustentamos
Ação esperadaO que a pessoa faz depois de lerEncerramento vazio
Brief de uma linha
Escreve um artigo de 1.200 palavras sobre gestão de custos
logísticos para o nosso blog. Tom profissional.

Produz exatamente o texto médio da aula 1.1 — correto, completo, indistinguível.

Brief com os cinco campos
LEITOR: gerente de operações de transportadora média (50-200
veículos). Já sabe o que é custo por entrega e já usa TMS.
Não precisa de introdução conceitual.

AFIRMAÇÃO CENTRAL: a alta de custo depois de abrir um CD não é
curva de maturação — é falta de separar a medição por CD. E dá
para discordar disso.

FONTE PRÓPRIA (use SÓ isto como dado):
- 14 operações acompanhadas em abertura de CD, 2024-2026
- alta de 8% a 15% no custo por entrega nos primeiros 90 dias
- 11 das 14 atribuíram à curva de maturação
- as 3 que identificaram mediam separando CD novo e antigo

NÃO DIZER: nenhum número além dos acima; não citar concorrente;
não prometer redução de custo.

AÇÃO ESPERADA: separar a medição por CD no próprio relatório
dele, esta semana. Dar o passo a passo.

O texto que sai disso não existe em nenhum outro lugar, porque os dados não existem em nenhum outro lugar.

A diferença: O campo que mais muda o resultado é fonte própria. Sem ele, o modelo preenche com a média; com ele, o modelo organiza o que só você tem.

Brief que fecha as fontes
Contexto da marca: [cole a ficha de marca]

LEITOR: [quem, o que já sabe, o que desconfia]
AFIRMAÇÃO CENTRAL: [a tese, em uma frase com que dá para discordar]
FONTE PRÓPRIA — use SOMENTE estes dados:
[cole o que é seu: números internos, caso, entrevista, pesquisa]
NÃO DIZER: [limites]
AÇÃO ESPERADA: [o que a pessoa faz depois]
FORMATO: [tipo, tamanho]

REGRAS:
- Nenhum número além dos que eu forneci. Se precisar de outro,
  escreva [DADO NECESSÁRIO: qual] e siga.
- Não abra com contextualização genérica de mercado.
- Nada de "além disso", "por outro lado", "em suma".
- Nenhuma promessa de resultado.

Ao final, liste: (a) tudo que você afirmou e não estava na minha
fonte; (b) os pontos marcados como DADO NECESSÁRIO.

O marcador [DADO NECESSÁRIO] transforma a invenção em pauta de pesquisa. É a diferença entre um texto com número falso e uma lista do que ainda falta apurar.

A afirmação central é o campo mais negligenciado

Se você não consegue escrever a tese em uma frase com que alguém razoável poderia discordar, o texto ainda não tem motivo para existir. "Gestão de custos é importante" não é tese.

Checagem antes de seguir
  • O brief tem os cinco campos preenchidos.
  • A afirmação central admite discordância.
  • A fonte própria está colada, não descrita.
  • Nenhum número fora da fonte sobreviveu.
  • Existe uma ação concreta esperada do leitor.
Em uma frase
  • Se a tese não admite discordância, o texto ainda não tem motivo para existir.

Comentários e dúvidas

Inscreva-se grátis para comentar, tirar dúvidas, marcar seu progresso e emitir o certificado ao fim do curso.

Inscrever-se grátis com Google

Ainda não há comentários nesta aula.